Definitivamente mala não é tudo igual. Que o diga a Louis Vuitton, que começou seu império fabricando esse item, ou a Rimowa, que acaba de desembarcar no Brasil. Líder mundial em bagagens de alumínio e policarbonato voltadas ao segmento de luxo, as malas da marca alemã passam por até 90 etapas de produção, muitas ainda artesanais, e levam mais de 200 componentes para garantir sua qualidade reconhecida por artistas de Hollywood, fotógrafos internacionais e a própria Porsche, cujos carros mais disputados saem com malas Rimowa no bagageiro.
Fundada em 1898 por Paul Morazeck e seu filho Richard, na cidade alemã de Colônia, a Rimowa nasceu como fabricante de malas de couro. Mas ao perceber que apenas as placas de alumínio sobreviveram a um tremendo incêndio que consumiu sua fábrica durante a II Guerra Mundial, a família Morazeck decidiu inovar. Já em 1936 surgem no catálogo da marca as primeiras bagagens ultra-resistentes.
Nos anos 1970, graças a um desenvolvimento tecnológico liderado por Dieter Morazeck – terceira geração da família e hoje presidente mundial da empresa – foi lançada a primeira mala de alumínio à prova d´água. A novidade conquistou imediatamente fotógrafos, repórteres fotográficos e cinegrafistas, que viram a possibilidade de transportar filmes e equipamentos em qualquer condição de temperatura e local, sem riscos.
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De lá pra cá, diversos modelos e tamanhos de malas foram criados para atender os viajantes mais exigentes. Cada qual com as laterais reforçadas e o alumínio com ranhuras – grooves – que se tornaram símbolo da marca ao se manterem intactas nas esteiras de aeroporto, mesmo tendo sido submetidas aos tratamentos mais bruscos durante a viagem.
No portfólio, há desde porta-notebooks, frasqueiras e malas executivas nas cores prata, azul, vermelho, preto, dourado e âmbar, a verdadeiros baús, que quando colocados na vertical podem ser usados como armários. É o caso do modelo “Tango 77 Multiwheel”, com 82 cm de altura, 55 cm de largura e 34 cm de lateral. Internamente, duas câmaras com acessos independentes, armazenam verdadeiras prateleiras e cabideiros para vestidos, camisas, cintos e produtos de higiene pessoal. O modelo, vendido em São Paulo por R$ 3.640, teve seu estoque esgotado logo nas primeiras semanas de abertura da loja. Agora, para arrematar o novo objeto de desejo, é preciso entrar em uma lista de espera e torcer para que a próxima importação da empresa chegue logo ao País.
Outro modelo que vem chamando a atenção do público mais sofisticado é o “Topas”, criado nos anos 1950. Mas graças a um processo de eletrólise com o ouro, a mala ganhou nova roupagem dourada, sem perder suas características de estabilidade e proteção contra alta umidade do ar e mudanças bruscas de temperatura. Internamente, traz bolsos e divisões de couro. Preciosidade que sairá por R$ 3.440.
Parte importante no projeto expansionista iniciado em 1981, a Rimowa inaugurou sua primeira loja na América Latina em dezembro de 2007, mais especificamente em frente à loja Ermenegildo Zegna e ao hotel Fasano, no bairro dos Jardins, em São Paulo. “Apesar de se falar muito do consumo das classes C e D no Brasil, não se pode esquecer que o País é enorme e a classe A engloba mais pessoas que muitos países europeus”, diz Ulrich Weskott, CEO da Rimowa para a região. O próximo passo será a conquista do mercado mexicano, país que junto com o Brasil concentra 70% do mercado de luxo no continente.
A marca, que hoje produz em torno de 150 mil malas e bagagens por ano, já está presente na Europa, Estados Unidos e Japão. |