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Balmain no Brasil
Conheça melhor essa marca de elegância simples e moderna que está prestes a aportar em território nacional.

MERCADO | Moda e Acessório
Por Stella Marchesini - 21/12/2011

Uma marca sem história e sem o peso de sua tradição não é uma marca de luxo. Mas uma grife com história, mas sem um elemento contemporâneo que mostre que pertence à nossa época, é uma grife parada no tempo. No campo da moda, que se alimenta mais que qualquer outro de novidades, isso é ainda mais verdadeiro. Algumas maisons sentiram na pele o fracasso temporário porque não deram atenção a esse requisito. Mas sempre há tempo de corrigir esse descompasso. E a situação é revertida com a contratação de um novo talento que compreenda a história da marca e faça uma projeção de como ela se apresentaria nos dias de hoje. Isso aconteceu com a Gucci nos anos 1990 e a chegada de Tom Ford à direção criativa saneou as contas da grife. E com a Balmain em 2006, quando, depois de cerca de duas décadas de ostracismo, Christophe Decarnin foi contratado.

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Marca que nasceu das mãos de Pierre Alexandre Claudius Balmain em 1945 e cuja característica principal era a arquitetura das roupas, com destaque para um blazer – simples, porém extremamente bem acabado –, e até pouco tempo atrás reviveu pelo talento de Decarnin, o chic mais rock`n roll da história da moda. Decarnin provocou desejo – atire uma pedra quem nunca sonhou com as calças skinny que mais parecem costuradas ao corpo da modelo ou com a jaqueta militar com ombros marcados – e trouxe contemporaneidade a uma marca conhecida por sua elegância singela.

Mas e por que falar da Balmain justamente agora, dois anos depois da icônica coleção de 2009, que trouxe as peças acima mencionadas e projetou Decarnin? Por que pensar na grife justamente agora que Decarnin a deixou e seu posto foi ocupado por Olivier Rousteing? Porque, para delírio das consumidoras brasileiras, a grife inaugura sua primeira boutique em solo nacional em fevereiro de 2012 no shopping Cidade Jardim. E, para compreender seu estilo hoje, vale conhecer melhor sua história.

Uma nova mulher

Fundada em 1945, assim que a Segunda Guerra Mundial acabara, a Balmain bebeu da mesma fonte que a Dior e visitou um estilo elegante, feito para mulheres cansadas das restrições do duro período do conflito. Em grande parte graças à experiência adquirida por Pierre em duas grandes maisons da época: a Molyneux e a Lelong. À frente de sua grife, marcou um estilo. “Criava-se a imagem de uma mulher ativa, petulante, bem cuidada, elegante e com um toque de desenvoltura. Era o nascimento da ‘Jolie Madame’, que simbolizou perfeitamente os anos 50”, diz o site da grife. Entenda-se bordados, estolas e grandiosos vestidos. Estilo esse que se imortalizou no cinema, visto que Balmain criou o figurino de clássicos da telona como E Deus criou a mulher, que projetou Brigitte Bardot e seu olhar cândido-sexy para o mundo.

Nos anos 1970, o prêt-à-porter fez a marca se expandir e chegar a 200 licenciados. Quando Pierre Balmain morreu, em 1982, Erik Mortensen, seu primeiro assistente desde 1951, assumiu a haute couture da grife até 1990. A direção criativa passaria então por várias mãos até 1993, quando Oscar de la Renta chegou à maison. Ele ficaria até 2002. Somente em 2006 Decarnin chegaria e a Balmain voltaria ao topo da lista dos desejos fashionistas.

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Loja de Balmain

O que as brasileiras podem esperar da Balmain brasileira é a coleção primavera/verão 2012: influências da montaria, jaquetas inspiradas nas touradas, calças skinny, toques de dourado, muita cintura marcada e uma elegância não óbvia com espírito andrógino e sexy nos detalhes, como um decote ou um bordado. Ah, sim, e poderão acompanhar de perto o reinado de Olivier Rousteing e tirar suas próprias conclusões sobre o mais novo sucessor de Pierre Alexandre Claudius Balmain.

 
 
Chyangra Pashmina

Genuinamente ligada às riquezas do Nepal, a autêntica pashmina local recebe reforços para retomar o posto de produto luxuoso entre as demais.

MERCADO | Moda e Acessórios
Por Mailza Marinho - 21/12/2011

Até algum tempo atrás, a pashmina pertencia ao universo da raridade, qualidade e refinamento. Tudo mudou e agora um dos símbolos do Nepal recebe estímulos conjuntos para recuperar o intrínseco valor ao que era associado.

A perda de reputação afetou substancialmente os negócios. De acordo com Man Pushpa Shrestha, presidente da Associação das Indústrias de Pashmina do país (NPIA), de 1999 a 2000 foram exportados produtos originais valendo Rs 5,66 bilhões, caindo para Rs 1,41 bilhão entre 2001 e 2002 devido à forte presença de produtos falsos no mercado.

O serviço de notícias do Himalaia nota que a associação está fazendo boa parte do trabalho de recuperação. Recentemente, entregou um cartão de ajuda com o logo Chyangra Pashmina – em razão da subespécie da cabra – para o órgão de turismo do Nepal (Nepal Tourism Board), a fim de recriar e estimular o reconhecimento de marca da pashmina original.

Com o estabelecimento da marca Chyangra Pashmina e o registro do logotipo, a exportação começou a melhorar. Segundo a NPIA, durante o ano fiscal 2010-11, foram exportados para o mercado internacional produtos originais no valor de Rs 1,590 bilhão.

O cartão, distribuído em pontos turísticos na fronteira e no aeroporto Tribhuwan International (TIA), oferece aos visitantes números de telefone e também informações referentes à típica lã pashmina local, extraída através de um método inofensivo, obtendo mais fibras regularmente por vários anos.

Em cada primavera, pequenas quantidades de fibras são retiradas de uma mesma cabra. Os trabalhadores as transformam manualmente em fios e assim dão origem a um dos mais leves, exoticamente delicados e agradáveis tecidos do mundo, usando técnicas passadas por gerações e mantidas até o presente.

Para divulgar o feito, a associação pediu ao governo Rs 12,4 milhões para ações de branding e marketing. Além disso, pretende realizar um programa de interação entre exportadores de pashmina locais, ampliando o conhecimento sobre produtos genuínos, durante muito tempo confundidos com outros feitos em massa com tecidos sintéticos e lã mais barata na China e na Índia.

A priori, o governo também está fazendo sua parte montando um pequeno laboratório em Catmandu para provar que seus bens são reais. Enquanto isso, Mandu Bahadur Adhikari, chefe de um órgão de produtores de pashmina nepalesa, disse que também monitoram importantes mercados no Ocidente.

O Nepal não é o único país a defender a pashmina. Produtores na Caxemira, controlada pela Índia, também viram uma forte queda nas exportações em meio à concorrência de produtos mais baratos e por isso também começaram a colocar selos especiais em seus produtos.

A marca já foi registrada em 40 países e está em processo de ser em mais sete. Membros da associação podem usar a marca registrada em suas pashminas com suas próprias marcas, garantindo a autenticidade do produto e com isso reverberando mundialmente a tradição em fazer somente o melhor, sempre.

 
 

Lucros da Richemont avançam 10% no semestre

NOTÍCIAS | Moda e acessórios
Por Patricia Gaspar

Os lucros da Compagnie Financière Richemont cresceram 10%, para 709 milhões de euros, graças ao aumento das vendas das marcas controladas pelo Grupo nos principais mercados. Desde o início do ano até o final de setembro, o crescimento acumulado era de 29%, sendo que a receita cresceu dois dígitos em todos segmentos e regiões, exceto no Japão.

As vendas na região da Ásia-Pacífico avançaram 48% graças à forte demanda na China. Nas Américas e na Europa, as vendas avançaram 23% e 20% respectivamente. No Japão, o crescimento foi de 8%.

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Johann Rupert, diretor executivo da Richemont, disse que o crescimento deve permanecer nesse nível até o final do ano, já que em outubro as vendas cresceram 28% em relação ao mesmo período de 2010. Segundo Rupert, a empresa deve encerrar o ano com lucros operacionais bem acima dos registrados no ano passado. “No entanto, esperamos enfrentar dificuldades na segunda metade do nosso ano fiscal devido ao impacto negativo da economia mundial sobre a demanda por bens e serviços de luxo”, disse Rupert. Os lucros operacionais cresceram 41%, para 1,08 bilhões de euros, na primeira metade do ano fiscal.

 
 

Vendas da Hermès avançam 16% no trimestre

NOTÍCIAS | Moda e Acessórios
Por Patricia Gaspar

A Hermès aumentou sua previsão de crescimento anual depois que os resultados do trimestre superaram as expectativas do mercado, graças à forte demanda na Ásia e na Europa. A receita da empresa avançou 16%, para 683,2 milhões de euros, ou US$ 967,2 no câmbio atual. Durante os nove meses do ano fiscal, as vendas atingiram 1,99 bilhão de euros, contra 1,66 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo Mireille Maury, diretor administrativo e financeiro da Hermès, em 2012 a empresa pretende investir na instalação de duas fábricas na França, uma em Montbron, na região de Charente, e outra na cidade de Lyon.
Sem as flutuações do câmbio, a receita cresceu 18,2% no terceiro trimestre. A empresa, que esperava encerrar o ano de 2011 com um crescimento entre 12% e 14%, agora espera que o avanço na receita varie entre 15% e 16%.

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Maury enfatizou que os lucros operacionais não continuarão no ritmo dos 32% registrados no primeiro semestre, devido ao aumento dos custos da matéria-prima e de investimentos em comunicação.

As vendas de roupas e acessórios cresceram 29%. Produtos em seda e produtos em couro cresceram 21% e 8% respectivamente. A Hermès divulgou que há uma forte demanda não só pelas bolsas clássicas, como a Kelly e a Birkin, mas também por modelos novos como a Lindy e a Jypsière.

As vendas no atacado cresceram 16%, sendo que a receita proveniente da venda de relógios cresceu 22%. As vendas de perfumes e produtos para mesa tiveram um crescimento de 11% e 15% nos canais de atacado.

Por regiões, na Ásia as vendas foram 29% maiores. Na Europa e no Japão, as vendas cresceram 21% e 4%.  
 
 

Vendas de bens de luxo crescem no Japão pela primeira vez em quatro anos

NOTÍCIAS | Moda e Acessórios
Por Patricia Gaspar

Segundo uma estimativa da Bain & Co., as vendas de bens e serviços de luxo devem crescer 2% no Japão até o final de 2011. Os consumidores estão um pouco mais confiantes na economia, nove meses após desastres provocados pelo terremoto e que desencadearam a maior crise nuclear dos últimos 25 anos. “Os consumidores estão de volta às lojas”, disse Claudia D’Arpizio, da Bain & Co. “O Japão continua sendo obrigatório para marcas de luxo por causa do tamanho do mercado consumidor e porque a nova geração é que mais lança tendências no mundo todo”.

O Japão representa 9% da receita do Grupo LVMH. O grupo disse que a receita cresceu 3% no Japão durante o terceiro trimestre, após contabilizar uma queda de 6% no fechamento dos primeiros seis meses do ano. Segundo um comunicado do grupo, a demanda japonesa finalmente está se recuperando.

Segundo Claudia, a fatia da população que consome luxo no Japão é tão grande que parece um mercado de massa. Segundo a MF Global, cerca de 50% das mulheres japonesas com mais de 20 anos possuem pelo menos uma bolsa Louis Vuitton.

Segundo estimativas da Bain, o consumo mundial de produtos de luxo crescerá 10% em 2011 e sofrerá uma desaceleração em 2012. As vendas no mundo todo foram calculadas em 173 bilhões de euros em 2010, de acordo com a empresa.

Após 20 anos de crescimento impulsionado pelo largo apetite dos japoneses por status, o mercado japonês perdeu seu brilho na última década. Os consumidores deixavam de comprar produtos de luxo na medida em que se tornavam mais velhos e os novos consumidores não queriam comprar marcas de luxo já massificadas.
A economia japonesa deverá expandir 2,5% em 2012, segundo a Bloomberg.

 
 

Giorgio Armani lança site mundial

NOTÍCIAS | Moda e Acessórios
Por Patricia Gaspar

A Giorgio Armani acaba de lançar sua primeira flagship global em plataforma digital. A loja abrigará cinco marcas do Grupo Armani: a linha assinada, a Emporio Armani, a Armani Collezioni, a Armani Jeans e a Armani Junior.
O site, operado pelo Grupo Yoox, foi ativado em 30 países na Europa, além de EUA e Japão, e pode ser acessado em quarto idiomas: italiano, inglês, francês e japonês. Ele também pode ser acessado via iPhone, iPad e telefones em sistema Android.

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Christian Louboutin inaugura loja masculina em Paris

NOTÍCIAS | Moda e Acessórios
Por Patricia Gaspar

Christian Louboutin inaugurou sua primeira loja direcionada exclusivamente ao segmento masculino em Paris, na Galerie Véro-Dodat. Atualmente ele vende 25 pares de sapatos masculinos por dia.

Entusiasmado com a demanda, Louboutin disse que pretende inaugurar lojas masculinas em Nova York, não muito distante da Horatio Street, e outra em Londres ,no distrito de Mayfair.

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Atualmente, Louboutin vende sapatos masculinos em 34 das suas 44 lojas, além de vendas no atacado. A loja de 750 m2, projetada pelo arquiteto Eric Clough, vende tênis a 695 euros e calçados a 895 euros.

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edição nº 132 -