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| Nesta sessão são publicadas matérias sobre o Comportamento do consumidor nos segmentos do Luxo. Informações recentes sobre como o consumidor percebe, compra e utiliza produtos e serviços de luxo, podem ser encontradas aqui. |
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| A grande virada do Made Italy |
Grifes italianas voltam a nacionalizar suas produções para reconquistar o consumidor |
GESTÃO DE NEGÓCIOS | Moda e acessórios
Por Roberta Namour, especial de Roma - 16/02/2011 |
Os grandes nomes da moda italiana voltaram a respirar mais aliviados. Nos últimos meses, as lojas de marcas como Gucci, Prada, Armani e Salvatore Ferragamo têm presenciado um intenso entra-e-sai de clientes com sacolas enormes nas mãos. Um cenário bem diferente do vivido no ano passado. Depois de sofrer uma queda de 15% no faturamento em 2009, a indústria da moda italiana deve crescer 6,5% este ano. Apos pedir ajuda ao governo nos piores meses da recessão que abalou a Europa, especialistas dizem que o setor é o primeiro a sair da crise em 2010. Como a moda italiana conseguiu essa virada, tão repentina? A resposta está na implantação de uma nova política de transição.
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Segundo Mario Boselli, presidente da Câmara da Moda de Milão, as marcas italianas se deram conta de que o mercado de consumo de massa não é uma boa alternativa para sair da crise. Os suecos Hennes&Mauritz (H&M) e os espanhóis da Zara entraram numa disputa ferrenha onde cada um tenta enxugar ao máximo seus preços. A concorrência é rude e, por conseqüência, o Made in Italy saiu afetado dessa batalha. “A solução encontrada foi situar as grifes italianas em outra categoria, a da alta costura”, revela Mario Boselli. As marcas voltaram a focar na moda que se dirige da classe média alta para cima e tudo que diz respeito ao luxo. Para isso, chegam ao fim as coleções feitas em Bangladesh, Turquia e Romênia. Nos últimos anos, mesmo os mais conceituados nomes da moda recorreram à mão-de-obra barata dos países em desenvolvimento para aumentar suas margens de lucro. Agora, o Made in Italy volta para os ateliês italianos na tentativa de agregar qualidade ao produto e, assim, justificar seu alto preço.
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Diversos estudos comprovam que o consumidor das grifes italianas procura, antes de qualquer coisa, qualidade. O mais recente deles feito pelo grupo financeiro Intesa Sanpaolo explica que em tempos de crises as atitudes se dividem em dois reflexos: na direção de preços extremamente baixos e na substituição de várias peças ordinárias por uma única de corte exclusivo e valor agregado.
O primeiro a identificar esse potencial foi Giorgio Armani que, nos últimos anos, tem traçado o caminho de volta para a Itália. Pouco a pouco, os outros estilistas o tem imitado. A qualidade da coleção deve vir em primeiro lugar.
“Não queremos desmerecer os costureiros asiáticos ou romenos”, ressalta Boselli. Mas os estilistas italianos acham que neste momento é necessário reduzir os intermediários e trabalhar o mais próximo possível dos ateliês. Neste caso, os costureiros de Nápoles, condenados pela feroz concorrência dos chineses, podem voltar a sorrir. A expertise dos ateliês napolitanos é conhecida mundialmente e pode salvar de vez o País da crise. |
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| The Wool Luxury |
| Conheça o Projeto da Lã |
MERCADO | Moda e acessórios
Por:Mailza Marinho - 16/02/2011 |
Desde a Idade do Bronze, os britânicos criam rebanhos selecionados e desenvolvem técnicas de tecelagem, refinando com maestria e reforçando a importância de uma de suas principais mercadorias: a lã.
A união de forças da sociedade é uma das tônicas do recente evento World Economic Forum Annual Meeting 2010. Repensando o mercado do capitalismo, líderes de países como Bahrein, aumentaram a força das iniciativas em prol de mercados como o Reino Unido e seus representantes, fortificando suas estruturas e atraindo os que têm apreço pela excelência localmente cultivada.
Em sincronia com tais movimentos, o Príncipe de Gales desenvolve o intitulado The Wool Project. Destinado ao aumento da demanda da produção britânica e da Comunidade das Nações, o projeto incentiva o frágil mercado que sobrevive com dificuldade e convive com o preço médio do quilo de lã em constante queda desde 1997. Unidos, representantes dos principais segmentos de produção, desenvolvimento e comercialização estudam soluções para o fortalecimento do setor.
Eventos estão acontecendo, fortalecendo o princípio naturalmente sustentável da produção, que envolve menos emissão de carbono além de outros benefícios que a lã oferece ao consumidor. A campanha tem mais de 100 parceiros de varejo incluindo Aquascutum, Burberry, Harvey Nichols, House of Fraser, Jaeger, Jigsaw, John Lewis, Liberty, Marks & Spencer, Pringle, Selfridges e Topshop, além dos designers Alice Temperley, Amanda Wakeley, Betty Jackson, Caroline Charles, Jasper Conran e Nicole Farhi.
Um pouco sobre a tradição da lã escocesa
Estabelecida em Edinburgh na Escócia por William Anderson e seus filhos, a empresa Kinloch Anderson produz o típico tartan, tecido padrão de lã utilizado para kilts, típica indumentária local também produzida pela empresa. Desde 1868, Kinloch Anderson oferece magnificência com atenção personalizada.
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Profissionais compartilham conhecimento sobre a tradição do negócio com clientes, oferecendo desde explicações sobre as padronagens até cuidados específicos que garantem a longevidade dos itens, pois uma vez adquirido um kilt é mantido por gerações. Essa qualidade é oferecida real e virtualmente pela marca, que detém a honra de confeccionar trajes para a realeza escocesa.
Shetland, uma das 32 áreas de Conselho da Escócia, oferece produtos locais de lã visivelmente resultantes de processos tradicionalmente naturais. Identificações didaticamente preparadas detalham a produção exibindo o orgulho em bem-fazer para os interessados que, adquirindo mantas e outros produtos, contribuem com a continuidade da exclusiva e rara lã britânica. Designada Real Shetland Wool, é tecida em um limitado número de padronagens inspiradas em desenhos tradicionais e feita de matéria-prima 100% não tingida.
Disponível em quantidade limitada, a compra do produto autêntico contribui com a preservação da espécie de ovelhas designada Coloured Sheep of the Islands e com a manutenção das tradições locais de crofting, forma escocesa de posse de terra e produção.  |
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